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O maior derrotado no RS foi o PMDB

O principal adversário do PT na disputa pelo governo do estado saiu profundamente derrotado. O PMDB viu ruir seu modo conservador e fisiológico de fazer política. Se for inteligente, poderá aprender que uma campanha vazia de conteúdo não traz resultados, nem eleitorais nem políticos.

Fogaça não só não foi para o segundo turno, como fez um percentual eleitoral baixo e mostrou-se tão apático ao longo da campanha que ficou desacreditado. Rigotto perdeu a corrida para o Senado que acreditava piamente ter nas mãos. Os dois candidatos são muito parecidos. Ambos apresentam o discurso de pacificação, que não quer dizer nada quando não estamos em uma disputa polarizada e que não traz propostas concretas para o estado. Pacificar só não é suficiente. É preciso ter um projeto para desenvolver o Rio Grande. Perderam-se ambos no vazio de suas plataformas.

O PSDB perdeu também, mas esse não tinha tradição de força política no estado e conquistou o Piratini na eleição passada por força das circunstâncias. E, considerando o péssimo governo de Yeda, até que saiu razoavelmente bem nos planos de tentar a reeleição. Apenas voltou ao papel que não deveria ter abandonado, o de coadjuvante.

Mas o PMDB sempre teve força por aqui. Ao adotar a política da “imparcialidade ativa”, perdeu o rumo. Teve depois que voltar atrás e liberar os integrantes do partido a demonstrarem seu apoio a alguma das candidaturas à Presidência. O PMDB fracassou até em seu fisiologismo. Calculou mal, achou que se mantendo neutro poderia depois migrar para qualquer lado. Dificilmente os quadros do partido no RS terão espaço em um futuro governo Dilma.

Além do mais, essa neutralidade abriu espaço para que Lula e Dilma se empenhassem na eleição de Tarso e tornasse ainda mais estrondosa a derrota do PMDB nas urnas. Afinal, não é que gaúcho não goste de quem não se posiciona, ninguém gosta de quem não diz o que defende e o que pretende.

No fim das contas, Fogaça e Rigotto saíram derrotados das urnas. Rigotto já não pela primeira vez. Isso sem contar Eliseu Padilha, raposa velha e experiente, que não se reelegeu deputado federal. Mas todo o partido perdeu, a ponto de Pedro Simon renunciar ao cargo de presidente do PMDB estadual.

Outro que apostou errado e perdeu feio foi o PDT, mas pelo menos herdou a prefeitura e ainda pode integrar o governo de Tarso Genro, que disse estar de portas abertas. Ressalvas para o ex-governador Alceu Collares, que aderiu à campanha petista.

Politicagem gaúcha

Ok, tudo mudou desde que eu comecei a escrever esse post até agora. Tinha lido sobre isso não faz muito tempo, mas agora o Rigotto me boicotou e não vale mais o que eu dizia. Quer dizer, em parte ainda vale. A politicagem continua, com a diferença de que agora Rigotto está fora da disputa (medo de perder e afundar sua carreira política?). Vou manter quase igual o que eu tinha escrito, onde explico melhor o que estou querendo dizer. Lá vai:

——

O PMDB gaúcho lembra um pouco o PSDB nacional, nessa indecisão pelos seus candidatos nas próximas eleições. Apesar disso, a situação do PMDB no estado não é tão delicada. Enquanto o Serra vai se encalacrando ao deixar o tempo passar e não fazer nada, Fogaça não perde tanto caso não saia candidato.

O PDT aparece como fator importante na decisão do partido. Também em cima do muro, sem saber se vai com PT ou PMDB. No caso de Fogaça se candidatar (agora aparentemente decidido), o mais óbvio seria o apoio ao atual prefeito, não apenas pelas alianças já construídas na prefeitura, mas porque o vice-prefeito, José Fortunatti, do PDT (ex-PT), herdaria o cargo. Com a indicação de Rigotto ao governo do estado (descartada hoje à tarde), nada garante que os trabalhistas não retomem a velha aliança com o PT.

Como se vê nessa mistura de letras dos partidos que compõem o que vai ser o principal foco do jogo político no RS, a coisa aqui passa longe da ideologia. O Rio Grande do Sul vai perdendo a intensidade da polarização que o caracteriza. O PT e o PMDB já não são mais tão inimigos, as conversas vão sendo ditas nas entrelinhas, não se fala mais abertamente que não se concorda com fulano ou sicrano. Vai ficando tudo muito nebuloso e parecido.

Na matéria da Zero Hora sobre o assunto, na edição de hoje, dia 26, o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, diz: “Rigotto é menos competitivo do que Fogaça. Nesse caso, há bem menos chances de nos aliarmos ao PMDB. Não é nada pessoal, mas é uma questão política”. Ou seja, pouco importa que Rigotto (ou Fogaça) esteja de um lado da corda e que Tarso esteja do outro, representando visões opostas (ou nem tanto). O PDT vai junto de quem puxar mais forte.

E Fortunatti ainda tem a cara de pau de dizer: “Tenho uma visão ética da política”. Deve ter errado o termo, apenas. Em vez de política, quis dizer politicagem. Ah bom.

Enquanto isso…

No PSDB consolida-se a candidatura da governadora Yeda Crusius à reeleição. Com sua reputação praticamente ilibada (cof cof), pode-se dizer que assim vamos bem, hein…

Diversão

Fazia tempo que eu não me divertia tanto. O PMDB se comendo… 

O melhor da história foi a briga entre o Simon e o Collor:

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3905428-EI7896,00-Renan+e+Simon+batem+boca+Collor+manda+gaucho+engolir+palavras.html

Essa parte, do Collor, foi muito boa:

“Estou do lado dele (Calheiros) e de Sarney. Essa Casa não pode se agachar àquilo que a mídia deseja. Ela (imprensa) não conseguirá retirar o presidente Sarney desta cadeira, nem ela nem o senhor (Simon) nem quem mais esteja depauperando com o senhor parlapatão que é.”

Parlapatão! De onde ele tira essas palavras?

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