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Tão definido esse jovem casal

 

 

“Um jovem casal liberal” é o oposto de um jovem casal realista?

Ou de um jovem casal monarquista?

Talvez de um jovem casal protecionista?

Quem sabe de um jovem casal conservador?

De um jovem casal estatista?

Ou de um jovem casal desenvolvimentista?

Ou anarquista?

Comunista?

Progressista?

Ou otimista?


As imagens foram surrupiadas da Zero Hora de 12 de setembro de 2012, caderno Casa&Cia.

 

 

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A “Confecom” da direita

Lembra aquele pessoal que se retirou da Confecom tentando um boicote? As grandes empresas: Grupo Abril, Globo, Folha etc. Pois essa gente resolveu seu problema, criou uma conferência só para si, em uma atitude quase narcisista de tão para dentro do próprio umbigo que se olhava.

O tal evento foi segunda-feira, dia primeiro de março, em São Paulo, como o Alexandre citou aqui, e intutalava-se Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, de ideologia liberal. As 180 pessoas que participaram pagaram R$ 500 para isso. O contraste com os 12 mil envolvidos com a Confecom, a qual bancou os gastos dos 1,3 mil delegados e recebeu o resto do pessoal de forma gratuita, é gritante. E significativo. Um reflexo da visão que se tem da comunicação. De um lado, uma atividade voltada para a elite, que discute apenas entre si, anti-democrática, de visão única. E que acha que a comunicação toda tem que ser assim. De outro, movimentos sociais em busca de democratização.

Uma das defesas principais, aliás, era menos regulamentação para o setor. Alguém, por favor, avisa essa gente que se retirar a regulamentação existente ela vai atingir níveis negativos. O alvo preferido, o governo Lula e todos os outros de centro-esquerda da América Latina, os “ditadores”, como gostam de chamar Chávez, por exemplo.

O mais triste – mas não surpreendente – foi a participação do ministro das Comunicações, Hélio Costa. Não deixa de ser incongruente o ministro participar de um ato que contesta o governo do qual faz parte. E ainda por cima para esvaziar a importância e o conteúdo político da Confecom. E minimizar suas consequências.

Fora isso, nenhuma novidade nos discursos. O jornalista Luiz Carlos Azenha analisa mais detalhadamente o papel de bobo da corte dedicados funcionários que vestem a camisa de suas empresas desempenhado por alguns profissionais, que deram a cara a tapa no lugar dos patrões, mais discretos em seus discursos.

Parece divertido falar das peripécias dessa gente, mas o assunto é sério. Eles se dizem lesados com o controle social da mídia, que tanto repudiam. Segundo a grande imprensa, segundo o pensamento liberal, controlar meios de comunicação é censura. No entanto, eles prestam um serviço público, especialmente os que atuam por meio de concessões, como as emissoras de TV. Quando há uma – ou muito poucas – só voz com acesso à comunicação, isso é muito mais antidemocrático do que restringir a sua participação no mercado. Há casos em que controlar meios de comunicação é garantir a pluralidade e, em última instância, a democracia.

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