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Zero Hora exclui Villa da disputa

Na edição de hoje, 27 de setembro, a dez dias das eleições, Zero Hora apresenta as estratégias de apenas dois candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Exclui Adão Villaverde, o candidato do PT, terceiro colocado, que, segundo pesquisa publicada no jornal Sul21 ontem, está tecnicamente empatado com Manuela D’Ávila. Dá a entender que a disputa de verdade se dá apenas entre os dois que a aparecem em primeiro lugar nas pesquisas e com isso finge desconhecer a história política da capital e do estado, dada a viradas nos últimos dias de campanha. Não tem outra descrição para isso que não seja absoluta má fé.

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Categorias:Jornalismo, Política

Tão definido esse jovem casal

 

 

“Um jovem casal liberal” é o oposto de um jovem casal realista?

Ou de um jovem casal monarquista?

Talvez de um jovem casal protecionista?

Quem sabe de um jovem casal conservador?

De um jovem casal estatista?

Ou de um jovem casal desenvolvimentista?

Ou anarquista?

Comunista?

Progressista?

Ou otimista?


As imagens foram surrupiadas da Zero Hora de 12 de setembro de 2012, caderno Casa&Cia.

 

 

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Instituto Lula denuncia mentira da Folha de S.Paulo

 

NOTA À IMPRENSA

 Folha de S.Paulo mente ao publicar que Lula teve reunião com governadores durante a Rio+20

Ao contrário do que publicou hoje o jornal “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve nenhuma reunião com governadores durante a Rio+20.

O ex-presidente esteve no Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de junho de 2012, partindo no dia 22 de manhã. Na época, por recomendação médica após um exame de biópsia na laringe, foi orientado a poupar sua voz. A nota sobre isso pode ser lida aqui http://www.institutolula.org/2012/06/apos-retirada-de-cateter-e-exames-lula-devera-poupar-a-voz-nos-proximos-dias

Lula durante o evento teve encontros com os presidentes da França e Cuba. Assistiu a abertura da conferência na quarta-feira, dia 20, e participou, junto com a presidenta Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, de um jantar oferecido pela prefeitura do Rio de Janeiro para chefes de Estado africanos na quinta-feira, dia 21.

A agenda do ex-presidente na Rio+20 foi reduzida por razões médicas, mas nunca previu nenhuma reunião com governadores, como pode ser visto nesse comunicado do dia 15 de junho http://www.institutolula.org/2012/06/por-recomendacao-medica-lula-reduz-agenda-na-rio-20 .

As atividades do ex-presidente e das autoridades presentes na Rio+20 foram acompanhadas pela imprensa e amplamente noticiadas na época.

Por isso a “Folha de S.Paulo” mente ao publicar meses depois que Lula teve uma reunião com governadores durante a Rio+20.

Nota divulgada pelo Instituto Lula.

Quem é a oposição no RS?

Já que a Página 10 da Zero Hora anda triste com a incompetência da oposição ao governo gaúcho, decidiu assumir o papel ela mesma.

No coração do latifúndio, uma estaca quebrada

Um dos momentos legais do #2BlogProgRS foi quando o André de Oliveira, do Coletivo Catarse, mostrou um vídeo que ele e o Jefferson Pinheiro fizeram sobre reforma agrária. Ele falava das alternativas de organização da cooperativa e exemplificou com um dos últimos trabalhos, feito para a Agência Pública, em que empenharam um baita esforço e que deu um resultado super bacana. Republico aqui a reportagem:

Por André de Oliveira e Jefferson Pinheiro*

Crianças que caminham quilômetros para ir à escola, falta de água e energia, famílias morando em barracos de lona porque não receberam verba para suas casas: a esperança vai sendo minada dia após dia, mês após mês, ano após ano

É noite ainda, mas na casa de Rosa Maria da Rosa todos se movimentam como se já fosse dia. Com a cara amassada de sono, esfregando os olhos e tossindo, o pequeno Abraão resmunga que está muito cansado. A mãe diz que é preciso ir, e o ajuda a colocar o casaco pesado. Depois, é a vez de pôr uma segunda calça sobre a primeira. Faz muito frio e nem é inverno – estamos na metade de maio. Daqui a algumas semanas será pior.

O menino quase dorme em pé enquanto escova os dentes e reclama da água gelada. Rosa tenta animá-lo. Encolhido e de chinelos, ele senta na beira do fogão à lenha, segue tossindo, boceja, espirra, bufa. Seu corpo de criança de 6 anos pede pra voltar pra cama.

Gabriela, a irmã mais velha, de 11 anos, vai se arrumando quase calada e sorri a cada vez que Abraão se queixa. É ela quem abraça Marta, a bebê de 3 meses, traz pro colo e beija. E com a boca roxa do gelo anuncia: – já são cinco e dezesseis!

Um cão insistente chora lá fora. Marta quer o peito agora, mas já não dá tempo. Enrolada no cobertor, ela vai para dentro do carrinho de bebê. A mãe fecha o cadeado na porta, Gabriela sem um casaco treme. Tudo é escuro no pampa gaúcho quando os quatro mergulham nas estradas de chão do Assentamento Caiboaté, município de São Gabriel, Fronteira-Oeste do Rio Grande do Sul.

São sete quilômetros de terra e geada até o cruzamento onde passa o ônibus escolar. O carrinho da bebê vai trepidando sobre as pedras enquanto Rosa dança desviando das maiores. O menino se esforça para acompanhar o passo. Quando fica para trás, corre. “Tem horas que me dá vontade até de chorar na estrada também, quando o Abraão chora. Porque ele é pequeno, dói as pernas. E a gente sabe que tem que forçar a ir”, desabafa a mãe. É difícil aceitar que os filhos sofram assim, já que a lei assegura o transporte escolar para que não caminhem tanto. “A única coisa que dizem é que não podem fazer nada. A Prefeitura (de São Gabriel) fala que dentro do assentamento é o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que tem que resolver. O Incra diz que não tem dinheiro. Disseram para nós que depois que arrumassem as estradas o ônibus ia entrar pra pegar as crianças. Depois disseram que não podiam por causa da chuva. Fazem o contrário do que dizem. Às vezes dá até uma revolta na gente.”

Assim começa o jogo de empurra-empurra. A Prefeitura, responsável pelo transporte escolar, acusa o Incra de não melhorar as péssimas condições das estradas internas dos assentamentos, afirmando que os ônibus da sua frota não têm condições de trafegar. O prefeito Rossano Gonçalves (PDT) recorre a números para explicar o problema: “Temos 15 ônibus próprios e 14 terceirizados para o transporte de cerca de mil jovens do meio rural, percorrendo um total de 3,5 mil km diários”. Não há um que passe perto da casa de Abraão. “Para isso precisaria de veículos tracionados, que nós não possuímos”, afirma Gonçalves. O Incra informa que no planejamento dos assentamentos não há verba para resolver o problema do transporte escolar interno provisoriamente, e que a construção das estradas sofreu atraso, cortes orçamentários e problemas de execução.

No entanto, o que se passa com a família de Rosa é regra nos oito assentamentos do município. Algumas crianças caminham até 10 km para chegar ao ônibus escolar. A negligência se repete há três anos e meio, desde que as mais de 260 crianças assentadas em idade escolar  chegaram nos lotes de São Gabriel. Muitas famílias estão se separando dos filhos, deixando-os na casa de parentes ou amigos para que fiquem mais perto da estrada. Algumas não colocam os filhos na escola porque não conseguem levá-los até lá. O Conselho Tutelar pressiona as famílias para que ninguém falte às aulas, mas não se envolve com a solução do problema. E quando um assentado resolveu levar seus filhos de carroça, foi advertido pelo Conselho de que seria responsabilizado por qualquer acidente no trajeto.

Na tentativa de amenizar o sacrifício, as aulas acontecem apenas três vezes por semana. As Secretarias Estadual e Municipal de Educação tentaram estabelecer uma carga horária ampliada para atingir as 800 horas previstas no ano letivo, mas a falta de estrutura nas escolas não permitiu que as crianças usassem os dois turnos. Não havia espaço. Depois de um ano de insistência das escolas, a 18ª Regional do Conselho Estadual de Educação, responsável pelos alunos de São Gabriel, autorizou o descumprimento da carga horária mínima. Hoje, os alunos têm um déficit educacional de quase a metade do mínimo previsto em lei. “Fazer o quê? Eles têm que aprender, para terem um futuro melhor do que nós temos hoje”, diz Rosa.

Jacques Alfonsin, um Procurador do Estado aposentado e assessor jurídico de movimentos populares, entre os quais o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/RS), diz que a situação só chegou a este ponto porque o Conselho Superior do Ministério Público Estadual, em conjunto com a Secretária de Educação do governo Yeda Crusius (2007-2010), acabou com as escolas itinerantes dos sem terra, proibindo-as de funcionar nos locais onde a rede de ensino não está estruturada: “Para eles, era preciso acabar também com a possibilidade de essas crianças serem influenciadas por uma pregação ‘subversiva’, de ‘esquerda’, capaz de desviar suas mentes inocentes da devoção à lei, à ordem, à segurança, à liberdade, palavras costumeiramente pronunciadas de boca cheia por quem nunca teve a própria vazia”. Sobre a dificuldade dos estudantes, diz o advogado Alfonsin: “Se alguém pretendesse conhecer mais de perto a dura realidade das crianças assentadas em São Gabriel, constataria que muito bicho está sendo bem melhor tratado do que elas. Touros e cavalos de latifundiários, sem dúvida.”

Continua lendo a reportagem aqui.

E a sequência nestes links:
Parte 2: Assentados no fim do mundo
Parte 3: Anos na briga por reforma agrária
Infográfico: o prometido e o (des)cumprido

Colunista de Zero Hora já julgou o mensalão

Parece sutil, difícil de notar na leitura rápida, mas o discurso de Rosane Oliveira no julgamento do mensalão, ainda antes de ele começar, já carrega em si o julgamento da jornalista.

“Ao final, os ministros vão dizer ao país se é legal o partido que está no poder distribuir dinheiro a seus aliados, pagar prestadores de serviço no Exterior, com dinheiro de origem escusa, financiar a boa vida dos membros do próprio partido com recursos supostamente emprestados por bancos cujos administradores também estão no banco dos réus.”

Presta atenção, caro(a) leitor(a)! A construção da frase da jornalista, editora de política de Zero Hora, deixa em aberto apenas a dúvida sobre a legalidade dos atos, mas já fechou questão sobre se eles foram ou não realizados.

Toda a defesa dos réus é baseada na ideia de falta de provas dos supostos crimes, ou seja, de que eles podem não ter acontecido (pelo menos não todos e não do jeito que a imprensa pintou), mas, aparentemente, Rosane não precisa delas. A jornalista já decidiu que houve tudo aquilo que ela cita ali. E isso antes de o julgamento começar. E mesmo a tese do pagamento mensal em troca de votos já ter ido por água abaixo, já ter sido escancarado que isso foi uma invenção da imprensa.

Nem os ministros do STF, que já leram o gigantesco processo, devem chegar ao começo do julgamento com decisão tomada. Jornalista pode? E pode passar isso para o leitor como informação?

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Infelizmente, hoje não deu tempo de ler com atenção a pré-cobertura de outros veículos sobre o julgamento do mensalão. Só na Zero Hora tinha muito mais detalhes (daqueles que são pequenos, mas fazem toda a diferença) pra apontar, mas decidi não incomodar tanto o leitor e mostrar apenas aquilo que escancara a postura do jornal, de posição já tomada, a ser defendida com unhas e dentes ao longo de todo o processo. Vale acompanhar com os dois pés atrás.

Não-jornalismo a favor de Manuela, adivinha onde

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Qual é a intenção dessa nota “Dois corações”, da Carolina Bahia, na Zero Hora desta quarta-feira? Que sentido tem uma nota que não informa, que o leitor termina de ler se perguntando o que, quem, quando, onde, como? Ou seja, uma nota que não responde nenhuma das perguntas básicas que são a razão de existência do jornalista. Onde já se viu o leitor terminar de ler uma coisa que deveria ser jornalística curioso pela informação que a jornalista sugere mas que não está ali? Já vi fonte em off, mas a informação toda ser um grande off não é informação.

Vale pensar no que está por trás de passar pro leitor algumas frases sem conteúdo, apenas com insinuações. O que há de concreto ali é que, segundo Carolina Bahia, algum figurão do PT não apoia Adão Villaverde, o candidato do PT à Prefeitura de Porto Alegre, mas Manuela, do PCdoB. Por que se deduziu que ele apoia Manuela também não está dito, já que teoricamente a fonte da informação é a negação do tal ministro de gravar um vídeo de apoio a Villa, ou seja, poderia preferir qualquer outro candidato de qualquer outro partido ou simplesmente ser de outra tendência interna, ser personalista, não gostar do Villa. Enfim, trocentas possibilidades. Mas a não-informação foi construída convenientemente a favor de Manuela. Nada está claro ali, nada ali informa. Resta saber onde ficou o jornalismo.

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