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Governo do RS anuncia política para a cultura digital

Ficou bonitaço o novo site da Secretaria da Cultura do RS (Sedac), lançado hoje durante o Forum Internacional Software Livre (Fisl), pelo secretário, Luiz Antônio de Assis Brasil, no endereço www.cultura.rs.gov.br. Em licença Creative Commons e plataforma WordPress (que é software livre), desenvolvido em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), ele favorece o compartilhamento e a liberdade de conhecimento. Mais do que lançar o site, o ato, breve e informal, prestava-se a apresentar a política para a cultura digital do governo do estado.

O ambiente era propício: Jéferson Assumção, o secretário adjunto de Cultura, usou o exemplo do “free software”, mote do Fisl, que não é apenas grátis, mas livre. Da mesma forma, segundo ele, o desafio na Sedac é encontrar caminhos para a geração de trabalho e renda com produção cultural colaborativa. É objetivo do governo usar a cultura digital como forma de ampliar a participação e fomentar uma “democracia mais substantiva e qualificada, para além da representação presencial”.

O espírito faz parte da política de governo para a área, como enfatizou a secretária de Comunicação e Inclusão Digital. Vera Spolidoro uniu cultura e comunicação dentro de um mesmo conceito, afirmando que ambas são “instrumentos para nos libertar das amarras mercadológicas que nos aprisionam” e não “meras ferramentas para negócios”. É esta lógica que é importante enfatizar, porque diferencia o projeto político do governo atual do dos governos que o antecederam e que propõe incluir os cidadãos e cidadãs em sua integralidade, garantindo-lhe acesso total à dignidade. Aqui, a apresentação da Política de Cultura Digital RS.

Foi este o caminho trilhado pelo chefe de gabinete do governador, Vinícius Wu, em sua fala. “Acesso à cultura é tão importante quanto acesso à água e à terra”, disse. Segundo Wu, a cultura é elemento estratégico e fundamental para a ativação da cidadania, a renovação da democracia e o desenvolvimento futuro do estado.

A política da Sedac agradou os representantes da comunidade de software livre e da cultura digital presentes durante a apresentação. O sociólogo e membro do Comitê Gestor da Internet (CGIBr) Sergio Amadeu, muito crítico da política do Ministério da Cultura (Minc) em relação à liberdade de conhecimento, ao compartilhamento, às formas de valorização do direito de autor, elogiou o que viu e ouviu hoje. “Com site em Creative Commons, estamos dizendo que o que vale é a possibilidade de a gente pensar práticas recombinantes”, ou seja, transformar a cultura e o conhecimento de forma colaborativa, a “reconfiguração permanente daquilo que a gente cria”. Para ele, “não dá pra fazer cultura sem interação e sem compartilhamento”, porque ela é “avessa à propriedade”.

A meta da Sedac para os próximos quatro anos é abrir 100 Pontos de Cultura, 100 Pontos de Leitura, 100 Cine Mais Cultura, 100 Pontos de Memória e 500 modernizações de bibliotecas, eu uma parceria entre a Sedac e os Ministérios da Cultura e da Comunicação.

Participaram do ato também o presidente da Procergs, Carlson Aquistapasse, e o diretor de Inclusão Digital da Secom, Gerson Barrey.

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