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Aldo Rebelo e a História

Texto de Demilson Fortes

Nos anos 60, milhões de pessoas estavam nas ruas de Paris e queriam mudanças. O Partido Comunista Francês (PCF) retraiu-se, não apoiou os movimentos. Juventude, trabalhadores, intelectuais, homens e mulheres, estavam nas ruas, e o PCF tentava entender o que acontecia. A história estava ali, aos olhos de todos, materializada em milhões de pessoas nas ruas, universidades, fábricas e praças, movimentando-se como um rio furioso, arrastando tudo e transbordando às margens, que tentavam inutilmente detê-lo. O PCF e suas velhas fórmulas não entenderam a realidade.

A história e as circunstâncias. É preciso decifrá-la, compreender seus movimentos, conflitos e protagonistas. Na França, do final dos anos 60, a história atropelou o PCF, para os quais a realidade não coube nas suas leis de bronze, no roteiro pré-definido. Queriam que a realidade das ruas nele se encaixasse. O povo na rua atropelou o PCF, que perdeu influência na política francesa e entrou em declínio. Para Marx “os homens fazem a história, mas não escolhem as circunstâncias”, mas, para ele, “é preciso forjar as circunstâncias humanamente”, e assim fazer a história de maneira consciente. Somos nós e nossas circunstâncias dadas ou criadas, com possibilidade de fazer história, ou ser arrastados por ela.

Em Brasília, será votado o Código Florestal. É um encontro dos deputados com a história. Aldo Rebelo é o relator e o maior responsável, mas todos os deputados federais têm responsabilidade. Esperamos que a história seja justa com aqueles que fragilizaram a proteção ambiental e colocaram em risco o futuro, pensando no econômico e no imediato. As próximas gerações saberão da escolha.

O relatório do Código Florestal de Aldo poderia ser chamado de uma traição histórica. Isso seria justo com Aldo Rebelo, com a agricultura familiar, com os ecologistas, com os movimentos sociais, com nossos tantos lutadores sociais do campo e da cidade, alguns mortos nos conflitos, como Chico Mendes e Irmã Dorothy.

Aldo Rebelo entra para a história como o comunista que se tornou ídolo do setor mais reacionário, atrasado e conservador do país, os grandes ruralistas. Na França, a história acertou as contas com os que não a entenderam. Aqui, espero que assim seja!

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  1. jose roberto
    14/05/2011 às 23:20

    Eu acho que todos os que se dizem ambientalistas, pessoas cultas até, mas que deveriam tirar umas ferias e conhecer a realidade em que vive o produtor rural, viver e trabalhar com ele por algum tempo para entender os seus reais problemas. E diga-se de passagem se existem alguns rios e matas por aí é pela preservação que os agricultores praticam porque sabem que sem isso eles seriam os primeiros e maiores prejudicados. Aldo Rebelo tratado como traidor quando na realidade é o grande heroi nacionalista em defesa de nossa soberania.

    • fernado
      15/05/2011 às 16:22

      Que mundo que você vive? é um burro idiota como ele! tenho pena de pessoas como você!herói nacionalista??? o que você entende sobre isso!? defesa da nossa sabedoria? deve ser uma piada!!

  2. 15/05/2011 às 15:57

    O maio de 68 na França foi bem diferente dos movimentos de 68 no Brasil ou nos Estados Unidos. O maio de 68 de Paris foi um movimento “pós-moderno”, liberal, contra-revolucionário. Ainda bem que o PCF não participou. A maior prova do reacionarismo foi que Adorno foi contra o maio de 68…

    Aldo e o PCdoB estão do lado do povo, do pequeno agriccultor e do desenvolvimento soberano, como rumo ao socialismo. É deste lado que estou.

    • fernado
      15/05/2011 às 16:23

      leia um pouco mais…meu Deus! que criaturas estranhas!!!

    • Demilson Fortes
      17/05/2011 às 15:23

      Nota-se que os Stalinistas estão por aí, vivos, se apresentando ao país como nacionalistas, e logo, se sentindo legitimados para defender os grandes proprietários de terra. Que ironia. Que lástima. Defendem os latifundiários que desmatam, andam de camionetas e são o símbolo do atraso e do conservadorismo dizendo que estão na defesa dos pequenos, ora, vão mentir lá na Albânia. Aldo á um traidor da esquerda e dos movimentos sociais do campo.

      • 17/05/2011 às 17:58

        rsrsrsrs, só falta combinar isso com os movimentos sociais do campo. Pois a Contag e as Fetags farão o Grito da Terra para exigir a votação do Código Florestal!

  3. Demilson Fortes
    17/05/2011 às 20:01

    Quando falo movimentos sociais criticos ao relatório Aldo Rebelo, me refiro aos movimentos de esquerda, os que integram a Via Campesina (MST, MPA, MAB, MMC) e FETRAF principalmente, e setores cooperativos e organizações não governamentais a eles ligados. Estes fazem uma luta política querendo diferenciar a agriculltura familiar dos latifundiários. Este movimentos criticam Aldo Rebelo. Infelizmente, Aldo Rebelo do PCdoB, está a serviço dos interesses da direita ruralista no Código Florestal. Lamentável.

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