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Racismo, machismo e homofobia: a dificuldade de uma transformação cultural

O que mais surpreende na entrevista que o deputado Jair Bolsonaro deu pro CQC e na nota de explicação publicada a seguir é a naturalidade com que ele disse as coisas que disse. Ele não achava que estava falando nenhum absurdo quando fazia comentários machistas ou homofóbicos. Isso mostra o tamanho do desafio que a gente tem pela frente, que é o de enfrentar distorções culturais arraigadas na nossa sociedade.

Assim como a violência contra a mulher, fruto de uma cultura paternalista que coloca o homem em posição superior à mulher na sociedade, o mesmo tipo de influência cultural faz com que sejamos racistas, com que desprezemos os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Por quê? De que forma essas relações nos prejudicam, nos afetam negativamente? Por que a gente não pode entender o outro como um igual? Por que a gente não pode respeitar as decisões do outro?

Assim como um tem olhos escuros e outro olhos azuis, um é branco e outro é negro.

É uma cultura forte que vem de séculos, por conta da influência religiosa, da escravidão, da disputa entre nações e outros fatores. O que explica, mas de forma alguma justifica. Não há explicação que justifique esse ódio, essa discriminação, esse preconceito tão grande.

Mudar isso, transformar a cultura, é muito complicado, um desafio enorme. Mas que está posto e que temos que enfrentar em nome de uma justa. Em nome de mais igualdade, dos direitos humanos, dos direitos de cada cidadão. Porque não há lugar algum que diga que um ser humano é superior é outro pela sua cor, pela sua orientação sexual, pelo seu gênero.

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  1. Cleberson Silva
    30/03/2011 às 21:27

    Felizmente estamos em um país onde é livre a manifestação do pensamento, seja ele qual for, então até mesmo as opiniões incomuns e controversas desse sujeito podem ser expressas sem qualquer receio.

    Mas claro que sempre tem alguns oportunistas pra tentar se promover por conta disso, fazendo representações contra ele na Câmara, na Procuradoria-Geral da República e no raio que o parta, como nossa deputada Manuela.

  2. 31/03/2011 às 14:06

    Todo o radical é um idiota, seja de direita ou de esquerda e é assim que deve ser interpretado o Jair Bolsonaro. Mas concordo com o Marcelo Tass, apresentador do CQC, o Bolsonaro não entendeu a pergunta da Preta Gil.

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