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Para onde foi o dinheiro, Yeda?

Paradoxalmente, ainda que fosse verdadeiro, o déficit zero propagandeado pela ex-governadora Yeda Crusius seria uma falácia. Mesmo que o estado tivesse fechado o período sem dívidas formais a cumprir, com o caixa zerado, ele teria ainda deixado uma grave dívida social. Afinal, teria conseguido acertar as contas às custas de não cumprir com sua obrigação. Ou seja, de nada serviria.

Mas é pior. Se assim fosse, poderia existir alguma forma de justificar, talvez uma questão ideológica, uma visão neoliberal, que defendesse pouca presença do estado. Talvez. Mas não, nem isso. O secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, apresentou hoje um relatório que diz que a ex-governadora deixou R$ 1 bilhão em restos a pagar, a serem administrados pelo novo governo. “Ao contrário do que disse o governo anterior, que o Rio Grande do Sul começaria o ano com R$ 3,6 bilhões em caixa, o que encontramos é um Estado com caixa negativo em R$ 4,6 bilhões e um déficit de R$ 150 milhões em 2010. Em 3 de janeiro, o saldo no caixa do Rio Grande do Sul era literalmente zero”, disse. Aqui se encontram mais detalhes.

Ou seja, Yeda não investiu no estado e o deixou quebrado. Yeda terminou o mandato e foi para os Estados Unidos. Resta saber para onde foi o dinheiro.

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  1. 14/01/2011 às 4:42

    Tomááááá gaúchos trouxas….só não viu os otários…Yeda pegou o estado quebrado….como você vai roubar de um negócio falido…disto ela supostamente levantou o estado e a grana ´dos trouxa… e ainda mandou assassinar Marcelo Cavlacnat…Nestor Mahler e Eliseu Santos.. os três testemunhas contra ela e no periodo de um ano..agora nos states tulhas e bufões…..

  2. 14/01/2011 às 10:59

    Ou seja, ao invés de déficit zero ela nos deixou CAIXA ZERO…

  3. Erik Bulhões
    14/01/2011 às 20:13

    Me engana que eu gosto. Esse discurso não passa de retórica, combinada com uma contabilidade pra lá de criativa (cadê a menção aos depósitos judiciais no texto?), para justificar qualquer impossibilidade de cumprir promessas e a incompetência da gestão com o velho discurso da “herança maldita”.
    Já tô até vendo: “Queríamos fazer tal coisa, mas a Yeda nos deixou uma conta de 5 incontabilhões e não temos como cumprir”.
    Interessante é que quando resolveram criar umas 10 Secretarias de Estado novas (e de extrema relevância, algo como Secretaria de Desentortar Bananas e Secretaria de Arredondar Tijolos) não mencionaram que tava faltando dinheiro.
    Também não foi mencionada falta de dinheiro quando encaminharam projeto de lei para aumentar o valor dos CCs da companheirada.
    Sabe como é, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que para aumentar a despesa pública com pessoal seja anexado ao projeto de lei demonstração da viabilidade financeira para fazer frente ao novo gasto para os próximos anos. Ou seja, dinheiro há.
    Mas vejam só, bastou o projeto de lei ser aprovado que, subitamente, apareceu o “rombo”, que vai servir de pretexto para não atender às reivindicações dos servidores estaduais, sempre sedentos por novos aumentos. Jogada de mestre.

  1. 17/01/2011 às 22:23
  2. 19/05/2012 às 1:28

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