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Dilma e Tarso privilegiam relações com o Mercosul

Na coletiva que o governador Tarso Genro concedeu aos blogueiros gaúchos, ainda antes de assumir o governo, questionei a motivação de sua primeira viagem como governador eleito. Contrariando o definido no seu plano de governo, Tarso foi, com uma comitiva de integrantes de seu primeiro escalão, para a Espanha. Minha indagação se referia à validade de uma visita com o objetivo de atrair investimentos a um país em crise, mas principalmente com relação ao conteúdo simbólico de, como um de seus primeiros atos pós-eleição, viajar a um país do Norte e não aos vizinhos do Sul ou outro parceiro tido como prioritário no programa que o elegeu. Minha dúvida é se isso não poderia ser interpretado como uma orientação política do governo, prejudicando as futuras relações com os países do Sul.

As linhas do programa de governo dizem que a integração com o Mercosul é prioridade na política de Relações Internacionais. Tratam, em seguida, do fortalecimento das relações Sul-Sul, seguindo os passos do governo Lula, em uma perspectiva de cooperação e solidariedade internacional. Nesse contexto, são citados Índia, China, Rússia, continente africano e Oriente Médio como alianças estratégicas. Só no final menciona Estados Unidos, o resto da América do Norte e a União Européia.

O governador me respondeu que o fortalecimento do Mercosul passava também pelas relações com a Europa, principalmente com Espanha e Portugal, dado o enorme vínculo cultural que temos. E garantiu que sua primeira viagem internacional depois de empossado seria para a América Latina.

Faço justiça agora às palavras e aos atos do governador, sem esquecer também os da nossa presidenta Dilma. Ainda no fim do mês de janeiro, a primeira ida ao exterior de ambos será conjunta e para a Argentina, segundo a jornalista Rosane de Oliveira. Dia 31, ambos devem desembarcar em Buenos Aires, onde Dilma encontrará a presidenta argentina Cristina Kirchner. Tarso segue ainda para o Uruguai. Dilma já tem previsão de ir ao Peru em fevereiro e ao Uruguai em março.

A notícia da viagem de Tarso ocorre ao mesmo tempo em que é definido o nome do responsável pela área. O assessor de Relações Internacionais do governo gaúcho será o cientista político Tarson Nuñes.

Em política externa, ao menos por enquanto, Tarso e Dilma seguem o que afirmaram ao longo da campanha e orientam as diretrizes de acordo com a política do governo Lula. O fortalecimento dos países emergentes é fundamental para o estabelecimento de uma ordem global mais justa e igualitária. Fortalecer as relações entre eles é o primeiro passo. O Brasil é uma importante liderança para articular essa estratégia, como vem fazendo.

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