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Mobilização na rede força atitude da Prefeitura

Ciclistas foram ao Centro de bicicleta e, na falta de estacionamento apropriado, acorrentaram seu meio de transporte junto ao portão do Mercado Público de Porto Alegre. Na volta, a administração tinha acrescentado outras correntes às bicicletas, para “desencorajar a prática”. Ao questionarem a administração do Mercado e a Smic, uma funcionária fez comentários infelizes defendendo o uso das bicicletas para o lazer. Diante do absurdo da situação, a Massa Crítica postou o protesto em seu blog, que trouxe novas respostas da mesma funcionária, gerou o maior bafafá e acabou mobilizando o secretário da Produção, Indústria e Comércio, Valter Nagelstein.

Nagelstein divulgou nota afirmando que serão tomadas providências, incluindo a instalação de um “possível bicicletário”, e pedindo desculpa pela resposta da servidora.

Vamos aguardar os desdobramentos do caso, mas vale uma observação a respeito de todo o processo. Foi através de e-mails e, principalmente, de blogs e redes sociais, que a prefeitura se dignou a prestar atenção no problema. Foi com a pressão na rede que decidiu tomar providências.

Se finalmente houver a instalação de um bicicletário, será uma vitória da blogosfera, além dos movimentos que lutam pela valorização da bicicleta como meio de transporte. É um começo.

Agora, é usar a força da rede para que o assunto seja cada vez mais discutido e Porto Alegre tenha não só um bicicletário aqui ou ali, mas um planejamento urbano voltado para a utilização da bicicleta no dia a dia. Já disse por aqui: confesso que tenho medo de andar de bicicleta em POA. Não sou uma ciclista experiente e o mundo das vias feitas apenas para motorizados é cruel. Os motoristas, de um modo geral, não respeitam nem pedestres nem ciclistas.

Ou seja, briguemos para incluir essa visão integrada de cidade com espaço para ciclovias e a ampla potencialização das vias para a utilização da bicicleta, para que nossa capital se torne uma cidade segura para o ciclista e, como consequência, com uma população mais saudável e um ar mais limpo.

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  1. Remindo Sauim
    02/12/2010 às 8:12

    Acho muito romântica a idéia dos carros dividirem as ruas com as bicicletas, mas também perigosa, as bicicletas são frágeis e desprovidas de equipamentos mínimos de segurança e mesmo o ciclista com capacete, joelheiras e tornozeleiras não é páreo para um para-choque. Talvez no século 22 teremos camelinhos voadores, mas até lá…

    • 02/12/2010 às 9:11

      É justamente por isso que precisamos de planejamento. Por que em tantos lugares bicicletas e carros convivem em harmonia e aqui não conseguimos? Se tivermos ciclovias consolidadas e respeitadas, temos total condição de promover um meio de transporte ecologicamente correto, que permita uma trafegabilidade maior e mais saudável, tanto do ponto de vista físico quanto do psicológico, porque ficar parado no trânsito não faz bem pra saúde mental de ninguém…

    • 02/12/2010 às 10:26

      Até lá contribuiremos fortemente para o despejo irresponsável de gases tóxicos no ar que respiramos, para o sedentarismo e o lucro desmedido das grandes corporações de venda de autos?!

      Argumento fraquíssimo.

      Até lá precisamos de infraestrutura e engajamento político, e é isso que a Cris sugere.

      []’s
      Cacilhας, La Batalema

      • 03/12/2010 às 12:27

        Segundo a Associação Médica da Grã-Bretanha, para cada ciclista que perde sua vida no trânsito, vinte vidas são salvas graças aos benefícios à saúde que a bicicleta traz.

        Perigoso é o tráfego de carros, não o de bicicletas. Quanto mais bicicletas tivermos trafegando, menos carros e mais segurança, inclusive para pedestres.

        Todo ano são mais de 40 mil mortes no trânsito no Brasil! Isso é inaceitável.

  2. Gerson Barrey
    03/12/2010 às 14:52

    A luta em pró de transportes alternativos e sempre bem vinda, ainda mais bicicleta que além de não poluir ainda faz bem para a saúde.
    Agora vale destacar neste movimento o despertar das mídias socias, que sairam da brincadeira para reclamar de assuntos sérios e que em breve estarão pautando programas de governo. Poderosa ferramenta da democracia moderna e participativa.

  1. 01/12/2010 às 16:21
  2. 25/03/2011 às 20:06

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