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Jobim, o X-9 pró-EUA

Sabe aquela história de que “com um amigo desses não precisa de inimigo”? Pois com um ministro como Nelson Jobim, nem precisamos de oposição. O cara já incomodava causando constrangimento ao governo e aos brasileiros com aquela louvação aos milicos e a função de aparecer fardado pra cá e pra lá. Ainda acho que é um militar frustrado.

Mas até aí ele é inconveniente, mas tolerável. Nunca concordei com sua forma de agir dentro do governo. Ele se posicionou contrário ao Programa de Direitos Humanos defendido pela sociedade civil e a criação de uma Comissão da Verdade. Parecia mais um aliado daqueles militares que comandaram o Brasil nos 21 anos entre 1964 e 1985. Foi peça-chave para derrubar Paulo Lacerda da Abin Foram vários, enfim, os constrangimentos.

Ou seja, antes de virem a tona os documentos vazados pelo governo americano e publicados pelo Wikileaks, ele já era um incômodo indesejado nas redondezas do Planalto. Indesejado para a sociedade, mas pelo jeito não para o governo.

Agora, descobrimos que além de tudo o caro ministro é um X-9. Fez fofoca do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães para o embaixador americano Clifford Sobel e avisou os EUA de que Evo Morales teria câncer. O câncer de Evo era segredo de Estado. “Sobel o considerava um ministro ‘atipicamente ativista’ em prol da proximidade militar com os EUA”, segundo as informações divulgadas pelo Wikileaks. Além de mostrar que os EUA tinham no ministro brasileiro uma fonte de informações, os documentos escancaram o apreço de Jobim por acordos com os americanos, contrariando a postura do governo Lula. Como disse Leandro Fortes, em “O ministro X-9”:

Agora, Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, foi pego servindo de informante da Embaixada dos Estados Unidos. Isso depois de Lula ter consolidado, à custa de enorme esforço do Itamaraty e da diplomacia brasileira, uma imagem internacional independente e corajosa, justamente em contraponto à política anterior, formalizada no governo FHC, de absoluta subserviência aos interesses dos EUA.

Foi preciso oito anos para o país se livrar da imagem infame do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer tirando os sapatos no aeroporto de Miami, em dezembro de 2002, para ser revistado por seguranças americanos.

De certa forma, os telegramas de Clifford Sobel nos deixaram, outra vez, descalços no quintal do império.

E, apesar de tudo isso, foi um dos primeiros nomes definidos na transição para permanecer no governo federal. Se há um lado bom em descobrir que temos um traidor dentro do governo, é que agora temos motivos fortes para pedir o afastamento de Jobim do cargo que assumiria durante a Presidência de Dilma Rousseff.

Fica difícil entender. Nem o PMDB banca com tanta veemência o nome de Nelson Jobim. Por que, Lula?

Como bem disse o Dialógico, “agora temos um informante da Embaixada estadunidense dentro do Governo Lula. Por muito menos que isso, caíram Paulo Lacerda e Erenice Guerra”.

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  1. 01/12/2010 às 14:13

    Pois é, mas a Dilma manteve esse cara!

    • 01/12/2010 às 14:14

      Pois é, por isso que eu critico.

  2. 02/12/2010 às 1:09

    Pelo menos alguém critica! Esquerdopatas da vida devem estar raivosos, amam o Jobim!

  3. 04/12/2010 às 14:01

    Ministerio DA DEFESA fira cavalo de TROIA.

  1. 01/12/2010 às 19:00
  2. 02/12/2010 às 12:54
  3. 03/12/2010 às 13:17

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