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O mundo da especulação é insano e baseado em valores egoístas

Depois de assistir Wall Street – Poder e Cobiça, de Oliver Stone, confirmo o que já penso há tempos: o mundo da especulação é insano, absurdo, irreal, definitivamente não é humano. Sustenta-se baseado na ganância e na competição. Ganância e competição só têm razão de ser pela vontade de ser melhor que as outras pessoas, de ter mais que os outros. Ou seja, não condiz com um mundo solidário, de justiça social, de igualdade de direitos e oportunidades. O mundo de Wall Street só existe porque perdemos valores e não ligamos mais para os outros, para a relação tão necessária entre nós e o resto do mundo. Porque esquecemos que a solidariedade e a compaixão são importantes não apenas pela condição de justiça de todos terem os mesmos recursos, mas porque precisamos de contato, de troca, de retorno, porque não vivemos sozinhos, porque somos seres sociais.

Diante disso, um brinde ao colapso econômico, à crise financeira. Se ela trouxe consigo desemprego e consequências pesadas para quem não teve nada a ver diretamente com a especulação que a gerou, ela trouxe também uma condição nova dos homens diante da sociedade, do sistema econômico que se estabeleceu. Porque escancarou que estava errado, que tudo ia torto, que aquela loucura não podia ser o certo.

Que os prejuízos concentrem-se apenas nos gananciosos que pensaram apenas em si mesmos e prejudicaram toda a sociedade ocidental – menos o Brasil, que continuou crescendo, produzindo e genrando emprego e renda ;P

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  1. 26/09/2010 às 11:23

    Sim a especulação é o ápice do egoísmo legalizado. Na economia do Mercado o egoísmo também se destaca pela imensa diferença salarial entre os funcionários, quando deveria prevalecer pelo menos a cogestão, para não dizer o cooperativismo. (Mondragon, antroposofia)

    Se houver um movimento pendular na Historia a cada ciclo se atinge mais equilíbrio dinâmico; A utopia de Estado e Mercado eficazes. Lula domina isso de forma prática adquirida junto ao chão (de fabrica) enquanto os acadêmicos egoístas (vaidade, libidinagem, consumismo) fraudaram suas missões ( o serviço).

    Quando o pendulo ainda não completara o aperfeiçoamento do socialismo (Gorbachev) o capitalismo o fulminou, (alavancando o bebum Ieltsin) destruído o contraponto, o equilíbrio e daí o pendulo se dirigiu ao extremo egoísmo. Talvez aqui a explicação seja digamos transcendente; O capitalismo, egoísmo, naturalmente imanente existente tanto quanto o amor, solidariedade (quem é o meu próximo?) foi doutrinado ser valido pelos ideólogos de Mont Pellerin, Chile Pinochet e se tornou arraigado demais e só quando ele estivesse sozinho dominando hegemônico como é cometesse “sandices” inaceitáveis. O socialismo deixou-se sacrificar para corrigir seu irmão?! o capitalismo.

    No Brasil as forças dos reais valores de Estado e Mercado vão prevalecer. America Latina, berço de uma nova civilização. A verdadeira oposição do Mercado eficaz (Bresser elogiando a Telebrás, Lembo antes do editorial do Estado já pontuara ao Terra que a mídia se partidarizara erroneamente)não vão permitir que a esquerda cometa desatinos no Estado. Este tem que prevalecer ainda devido o Mercado caótico ter se arraigado em demasia no Brasil (privatização errônea de FHC).

    Já se cogita, com a eleição de Dilma garantida (não vejo chegar a hora de gritar a alegria ainda contida) a próxima tarefa é a democratização do grito fundamental, o Eu sou de cada um de nós. O auto expressar-se, a minha per-som-nalidade. Meios democráticos de comunicação. Enfim são duas mulheres presidentas, Christina e Dilma.

  2. 26/09/2010 às 19:32

    Pensei exatamente o mesmo que tu depois que assisti a este filme. ;)

  3. Jacy Júnior
    27/09/2010 às 16:17

    O Brasil só não entrou em “colapso” por conta de um bom planejamento financeiro do governo Lula. Continuamos crescendo, produzindo, gerando emprego e renda, graças ao “Lula Vargas”, que resgatou algumas das ideologias da Era Vargas, na questão do desenvolvimento industrial interno, protecionismo e um Estado forte e controlador. Mas ainda temos muito a crescer.

    Como se já não bastasse o Wall Street: Poder e Cobiça, de 1987, foi lançado este ano, na América do Norte, Wall Street – O dinheiro nunca dorme. Na trama, o tubarão das finanças Gordon Gekko (Michael Douglas) acaba de sair da prisão, em 2008, e tenta alertar Wall Street de um iminente colapso financeiro, mas ninguém o leva a sério, por causa de sua fama de trapaceiro. Se no primeiro filme Gordon Gekko ficou eternizado com a frase “Greed is Good” (algo como “A ganância é boa”, na tradução literal), lema que definia os interesses do qual era o maior expoente, passados mais de 20 anos, e com as mudanças da dinâmica do mercado financeiro, a frase na boca de Gekko, hoje, é “Pode até ser antiético, mas não é ilegal”. O jogo mudou, mas ainda é tudo pelo dinheiro.

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