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Lula e a verdadeira independência do Brasil

São 188 anos da independência do Brasil. Nem posso dizer que aprendi que o Brasil se tornou de fato independente em 1822 porque meus professores já diziam que a independência econômica não veio junto. Agora já podem ensinar às crianças que o Brasil não mais se submete às vontades dos países do Norte, naquela sequência tão conhecida: Portugal – Inglaterra – Estados Unidos. Não precisam mais lamentar a enorme dívida que ainda nos mantém reféns. Nem reclamar da aceitação passiva (não confundir com a “imparcialidade ativa” de Fogaça) ao Consenso de Washington, que tanto nos subjugou.

Hoje os alunos, que agora têm livros didáticos gratuitos no Ensino Médio, podem aprender que o Brasil se tornou credor em vez de devedor. Que é visto como uma Nação forte, com um líder de verdade, que assume um papel protagonista na geopolítica mundial. Que cria mecanismos solidários de fortalecer não apenas o Brasil, mas os países de “Terceiro Mundo”, como gostavam de chamar, os “subdesenvolvidos” ou, mais recentemente, “em desenvolvimento”, baita eufemismo.

O Brasil, podem aprender os jovens que conseguiram chegar ao Ensino Superior graças ao ProUni, pode ousar intermediar negociações de paz no Oriente Médio. O Brasil toma suas próprias atitudes, se impõe – sem submeter os que permanecem mais fracos, o que é muito importante.

As crianças e adolescentes brasileiros, bem alimentados com 30% de produtos da agricultura familiar em sua merenda, agora leem, ouvem, veem que o seu país não caiu na tentação de exercer um imperialismo covarde como o que sofreu ao longo de sua história. Podem ter orgulho de saber que o Brasil, quando se tornou grande e respeitado, a ponto de seu presidente ser apontado como liderança importante por revistas internacionais de relevo e chefes de Estados fortes – ele é o cara, lembram? -, tomou a decisão de ser solidário. Estendeu a mão para tornar mais fortes os países que isolados são fracos. Para diminuir o sofrimento de populações pobres.

O governo Lula pode ter errado em muitas coisas – e aponto a política de Comunicação como o exemplo mais gritante -, mas ele fez do Brasil um país de fato independente. E digo sem medo de errar que a política externa liderada por Marco Aurélio Garcia (sem esquecer a atuação do grande Celso Amorim) é um dos maiores acertos de um governo que tem mais de 90% de aprovação.

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  1. 07/09/2010 às 22:11

    Belo texto Cris. Ontem, no Manifesto da Cultura, o Tarso falou a mesma coisa em outras palavras e finalizou dizendo que está na hora dessas mudanças chegarem ao RS.
    abs
    Carlos

  2. Jaime Rodrigues
    07/09/2010 às 22:31

    Todos nós nos entusiasmamos com o que ocorreu e foi conquistado nestes dois governos. Eu concordo que queremos mais e é coerente. São muitos anos de atraso que devem ser superados. Existem algumas barreiras que devem ser superadas. A midia poderosa, a justiça estruturada para as elites, os grandes monopólios e vários outros. Na verdade é uma estrutura política. Esta grande vitória eleitoral cria condições para nós, junto com o governo Dilma lutemos e conquistemos estes novos e significativos avanços.

  3. 08/09/2010 às 0:50

    Cris, depois de ter participado ativamente (não confundir com passividade ativa ou atividade passiva) da blogosfera, naquele período histórico do primeiro para o segundo turno da reeleição do Lula, agora ando ocupado numa atividade real politicamente ativa e deixei o carteiro do poeta em estado de passividade virtual intelectualmente passiva. Fiz esta introdução para dizer uma coisa que o Cristóvão Féil já havia dito algo parecido em comentário a uma das tuas postagens anteriores e que eu gostaria de ouvir, se alguém pensasse isso a meu respeito. Tenho recebido voluntariamente teus textos por emala, digamos, tenho sido andando, e quero dizer, sem pegar carona em nenhum argumento de alguma escola critica ou não: gosto da forma, do conteúdo e, especialmente, da dose com que são servidos teus textos. É como se escrever sobre assuntos complicados de forma clara para qualquer olhar, da academia à creche intelectual, fosse uma extensão do teu corpo. Espero que a experiência só te torne mais experiente, apenas isso.

  4. gutto
    08/09/2010 às 11:10

    Muita força e sorte para ti, nesse novo caminho que escolheste.

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