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Territórios de Paz

Uma mulher do Território de Paz de Guajuviras, em Canoas, disse hoje no programa da Dilma: “o pessoal diz ‘Crack nem pensar’. Tem que pensar no crack, sim”. Ela se referia à campanha da RBS, que espalhou pelo Rio Grande do Sul adesivos que rechaçam a droga sem promover uma reflexão a respeito.

Não que se deva valorizar o crack. Evidente que não. Acontece que não dá pra dizer simplesmente que ela é o fim do mundo sem explicar que o usuário é um dependente, geralmente em situação de vulnerabilidade extrema, que ele é a verdadeira vítima. Que quem mais sofre não é o cidadão assaltado por um viciado que rouba qualquer coisa pra comprar crack. A verdadeira vítima é o cara que não consegue de jeito nenhum se livrar dessa dependência que lhe rouba um pouco da vida a cada dia.

A campanha do Crack nem pensar, da RBS, leva as pessoas a crerem que qualquer tipo de ligação com a droga torna a pessoa criminosa. Criminalizar o usuário não resolve. É desumano até.

Por isso, vem muito bem a discussão trazida pelo PT através do caso das mulheres de Guajuviras. Afinal, a imprensa não traz. Ainda mais se a discussão baseia-se em fatos concretos, em políticas de governo que já estão sendo colocadas em prática. O Pronasci vai nessa direção. Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania. Como eu já disse em outra ocasião, é esse com cidadania que faz a diferença. É ele que transforma territórios de conflito em Territórios de Paz. É política do governo Lula e, vale lembrar, com o dedo, a mão, a cabeça de Tarso Genro, que era ministro da Justiça e agora concorre a governador do RS.

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  1. luizmullerpt
    05/09/2010 às 13:31

    Na verdade a RBS se utiliza de campanhas como a do Crack para esconder o seu triste papel de tentar formar a opinião das pessoas a partir dos interesses da classe dominante. Depois do neto do Sirotsky estuprar uma criança em Floripa, a RBS esconder, e a Juiza do caso condenar a família a pagar meia duzia de sextas básicas e eximir o guri de sequer passar na frente de uma FEBEM, as pessoas deviam mesmo começar a desconfiar que por trás de campnhas como esta tem segundas intenções. Esta mulhar tem razão sim. Tem que pensar soluções. E elas não virão através das ondas da globo e da rBS, que mostra um mundo perfeito das novelas, onde ninguem trabalha e todo mundo tem suquinho de laranja, presunto e queijo no café da manhã.

  1. 06/09/2010 às 8:45

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