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Marcelo Branco e a #caravanadigital em Porto Alegre

Enquanto os palestrantes falavam, ouvia-se o bater das teclas dos computadores. Levantando a cabeça, o resultado podia ser observado no telão. Tuiteiros divulgando o evento enquanto ele acontecia, através de um acesso livre a internet sem fio. A notícia sendo produzida, repercutida e comentada no exato instante em que ela acontecia. Um evento multimídia.

Tudo isso foi ontem, dia 16, no comitê estadual de campanha da Unidade Popular pelo Rio Grande, a coligação da candidatura de Tarso Genro ao governo do RS. Mas o nome da noite veio da coordenação da campanha a presidente. Marcelo Branco é responsável pela parte digital da campanha de Dilma Rousseff, e vem realizando sua #caravanadigital por vários estados brasileiros. O Rio Grande do Sul foi o 22º.

Valeu muito vestir o casaco, colocar as luvas e enfiar a touca para ver Marcelo falar sobre a disputa que se dará nos meios tecnológicos pela liberdade de comunicação, enfatizando que as novas tecnologias não são a solução dos problemas por si só. Muitas disputas virão e temos que estar preparados para garantir o nosso espaço, para não deixar que sejamos controlados e manipulados.

“A humanidade nunca tinha experimentado uma organização comunitária que não tivesse como referência a base geográfica.” Hoje as pessoas podem estar longe, mas se organizam para ações comuns, e de forma não-hierárquica, como era de praxe em qualquer estrutura, seja na área da comunicação, da política, empresarial… A comunicação na internet não é gerada por um centro que a dissemina, ela é multidirecional, horizontal. Ou seja, somos todos receptores e geradores de conteúdo.

Eu tenho a força: o poder está com cada um, com todos

As consequências são as melhores possíveis: um empoderamento do indivíduo de forma nunca antes vista. Não estamos mais interessados só em produzir conteúdo para todos os públicos. “Não tem como ser diferente quando teu público tem a mesma possibilidade tecnológica que tu como produtor de conteúdo.” Qualquer um pode subir vídeo pra rede, postar num blog, fazer o que quiser, organizar de alguma forma a vida em sociedade. A troca é gigante, e isso é fascinante.

Ele sabe que dificilmente a internet vai mudar votos através de alguma intervenção nos blogs e sites de esquerda ou nas redes sociais. Quem está ali é um pessoal mais engajado, normalmente já definido. O mais importante é entender a rede como um espaço de organização dos nossos argumentos e conteúdos para mobilizar a militância para atividades offline. A própria Caravana é um exemplo disso. Pela rede o pessoal se juntou e se encontrou fisicamente em Porto Alegre, como já tinha feito em outros 21 estados.

E é como tanta gente tem se mobilizado ao redor do mundo, em passeatas, manifestações de rua… E o bacana é que é um círculo que não acaba. Pela internet se mobilizam pessoas para ir à rua. Lá se faz barulho na hora, mas também se constrói um vídeo, que é postado na rede e continua fazendo barulho e incentivando para que mais eventos sejam organizados.

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As duas últimas fotos são de Bruno Alencastro/Sul21.

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  1. Denis Soares
    17/07/2010 às 20:54

    Vamos ter que fazer mais, realmente a experiência foi ótima!
    Cris… parabéns pelo texto

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