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Vice de Fogaça está entre os possíveis ficha-suja do RS

Lembra dos cristais do cérebro do presidente da Assembleia Legislativa do RS, Giovani Cherini (PDT)? Aquele deputado simpático, que defende uma “visão holística” de mundo, que parece bem intencionado, está na lista das candidaturas impugnadas pela Procuradoria Regional Eleitoral do RS. Corre o risco de não alçar voos mais altos, como pretendia. A campanha a deputado federal fica no aguardo.

Mais grave ainda, do ponto de vista de representatividade do cargo ao qual concorre, é a possível impugnação do vice na chapa de José Fogaça ao governo do estado. O ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça, do PMDB, que largou a administração municipal na metade do segundo mandato, tem-se mostrado orgulhoso da coligação que lutou arduamente para conseguir, com o mesmo PDT de Cherini (o primeiro dos sob suspeita citados). Pois escolheu mal o seu vice e corre o risco de ter de riscar o nome de Pompeo de Mattos da cédula. Fica feio, já no meio da campanha, mas quando a política é feita por interesses e não por afinidade político-ideológica, correm-se riscos.

Não é só Fogaça a registrar esse mal. A política interesseira, chamada já afetuosamente de politicagem, tem dessas coisas. Ela é bem ampla, atinge praticamente todos os médios e grandes partidos. Está presente na maioria das coligações, em tudo que é estado, em praticamente qualquer nível. No caso de Fogaça, talvez ele tivesse continuado apostando em Pompeo. Aliás, como de fato continuou, pois não é segredo o envolvimento do candidato (?) a vice com albergues ilegais, utilizados para captar votos (coisa feia!), o mesmo mal de Cherini.

E assim vai-se levando. Outro nome dos candidatos mais graúdos a ser colocado na berlinda e ver sua candidatura ameaçada é o petista Daniel Bordignon. Esse por causa das contas de quando foi prefeito de Gravataí, que não fecharam. Aliás, por ridículos R$ 6 mil, que, se para mim fariam toda a diferença, em campanhas políticas desse nível são uma miséria.

Duvido que a coisa vá longe. Aliás, pago pra ver. Saberemos no dia 19 de agosto, quando encerra o prazo do TRE para julgar os recursos. Mas interesses poderosos estão em jogo, principalmente no caso de Pompeo. Que, como bem lembra Marco Weissheimer, é vice de um candidato do PMDB, o mesmo partido do senador Pedro Simon, enfático defensor da lei que agora ameaça minar as pretensões de Fogaça. O mundo dá voltas…

—————–

A lista completa dos 28 candidatos cuja candidatura é contestada, puxada da Zero Hora:

Ausência de quitação eleitoral
André Bittencourt (PMN), candidato a deputado federal
Antonio Carlos Machado (PTB), candidato a deputado estadual
Flavio Luiz Silva de Souza (PDT), candidato a deputado federal
Jeovane Weber Contreira (PPS), candidato a deputado federal
João Eduardo Quevedo Reymunde (PTB), candidato a deputado federal
Jorge Luiz Drumm (PSDB), candidato a deputado estadual
Jorge Romeu Fonseca da Silva (PV), primeiro suplente de senador
José Oseas da Costa (PTB), candidato a deputado estadual
Luiz Filipe Vieira Correa de Oliveira (PV), candidato a deputado estadual
Mauro Pereira (PMDB), candidato a deputado federal
Ricardo Guimarães Moura (PSDB), candidato a deputado federal
Vera Beatriz Soares (PT), candidato a deputado estadual
Vilson Fernando Xavier (PTC), candidato a deputado federal

Rejeição de contas de gestores públicos
Claudio Jose de Souza Sebenelo (PSDB), suplente de vereador da Capital e candidato a deputado estadual
Daniel Bordignon (PT), deputado estadual e candidato à reeleição
Luiz Carlos dos Santos Olympio Mello (PSDB), apresentador de TV e candidato a deputado estadual
José Francisco Ferreira da Luz (DEM), candidato a deputado federal
Luiz Carlos Tramontini (PP), candidato a deputado federal
Luiz Carlos Repiso Riela (PTB), candidato a deputado federal

Abuso do poder econômico com sentença de inelegibilidade
Adroaldo Loureiro (PDT), deputado estadual e candidato à reeleição
Aloísio Classmann (PTB), deputado estadual e candidato à reeleição
Gerson Burmann (PDT), deputado estadual e candidato à reeleição
Giovani Cherini (PDT), presidente da Assembleia e candidato a deputado federal
Pompeo de Mattos (PDT), deputado federal e candidato a vice-governador

Condenação por improbidade administrativa
Reinaldo Antônio Nicola (PDT), candidato a deputado estadual
Sérgio Moraes (PTB), deputado federal e candidato à reeleição

Condenação criminal em decisão colegiada
Adão Moacir Gegler (PTC), candidato a deputado estadual

Demissão do serviço público
Simone Janson Nejar (PTB), ex-servidora do Tribunal de Justiça e candidata a deputada estadual

Fontes: Procuradoria Regional Eleitoral e TSE

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  1. 19/07/2010 às 16:13

    Espero também que todos essas pessoas que estao nesta lista nao possam concorrer!!!Vamos exigir a ficha limpa!!chega de aproveitadores que só querem mamar nas tetas do poder!!!
    pessoas que nao tiveram as contas aprovadas ou que foram demitidas do serviço publico nao devem nem podem ter a chance de voltar a surrupiar o dinheiro publico.
    ou sera que esse projeto ficha limpa vai terminar em pizza???

  2. André
    28/10/2010 às 13:12

    Eu não achei o nome de Eliseu Padilha – PMDB/RS na lista. Ele saiu dos ficha sujas? Concorreu e tá na boa. Deve assumir. Ficou de 1º Suplente. Mas tá em cima do muro – Nem Dilma, nem Serra. Dos dois lados ele assume a cadeira. O Mundo é dos espertos…

  3. André
    28/10/2010 às 13:21

    Pois é Cristina…José Dirceu, Genuino, Barbalho, Inocêncio e uma penca de gente que está pronta pra voltar à base de sustentação do governo Lula-Dilma. Tem deputados que se elegeram. Quero ver se vão cassar essa gente. Pelo que sei estavam esperando a decisão do STF para validar ou não os votos na eleição. A decisão saiu. Vamos aguardar agora.

  4. André
    28/10/2010 às 13:28

    Boa Simon, concordo… O Sarney faz o que quer no Senado e na política… E Lula não é muito ligado com a ética. Está aí no vídeo. Lula defendeu Sarney e defende até hoje este vovô da ditadura…

  5. André
    28/10/2010 às 13:38

    Desculpa estar colocando comentários em pedaços no teu blog, mas observei outra coisa no teu texto que não concordo. “Aliás, por ridículos R$ 6 mil, que, se para mim fariam toda a diferença, em campanhas políticas desse nível são uma miséria”. Conheço bem a situação de Gravataí. Bordignon nao é santo não. Al Capone também foi pego por detalhes – Lembra? Não quer dizer que tenha desviado só isso. A prefeitura de Gravataí é uma das que tem grande retorno no orçamento. Mesmo assim anda num aperto. E faz tempo que o PT está lá.Deve pensar que o cidadão comum perde crédito por qualquer valor que fica devendo. Bem menos que 6 mil reais. Com todo o respeito…Seja mais Jornalista e menos Petista. Por favor.

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