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Terreno da Fase: a pergunta que não quer calar

Se com sol não dá quórum, com chuva a Assembleia deve ficar às moscas… Pois hoje não deu quórum mais uma vez na reunião da Comissão de Constituição e Justiça. Vamos empurrando até que o governo tome vergonha na cara e decida dar satisfações concretas à população. Ou, quando eu decidir entender que isso não vai acontecer, mas que fique tarde demais para se colocar maracutais em prática.

Mas olha, só queria que me respondessem uma coisa… Por que diabos não deixam uma das futuras sedes da Fase ali no terreno da avenida Padre Cacique, em vez de permutar a área? A ideia é plenamente justificada, e o argumento do governo de que precisa de dinheiro para construir as outras oito sedes (que, repito, ainda não têm planejamento) não encontra sustentação.

Simples: o próprio Plínio Zalewski, diretor do Departamento de Direitos Humanos da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social e, portanto, representante do governo, admitiu que o prefeito de Canoas doaria um terreno para uma das sedes. E que provavelmente outros governantes fariam o mesmo. Ou seja, o governo tenta aprovar uma permuta, entregar um patrimônio histórico-cultural-ambiental, além de supervalorizado, em troca de terrenos que teria de graça.

Ai ai, não sei por que a hipótese de falcatrua não sai da minha cabeça. Seria porque as coisas não fecham? Porque nada faz sentido? Porque leva toda a pinta de ter interesses por trás? É, talvez…

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E pra completar, recebo imagens que provam que foi gasto quase meio milhão de reais em uma obra no terreno em 2009. Para ser permutado em 2010. Não consigo entender… Alguém pode me explicar, por gentileza, em que consiste esse novo jeito de governar?

  1. 20/04/2010 às 14:48

    Talvez ela seja uma mulher de fases tão intermináveis que parecem ser uma só, monofásica. Alguns aparelhos definitivamente não funcionam assim, como o cérebro, por exemplo. Se ainda tivéssemos duas opções: 110 ou 220, mas nem isso. Então, só 13.

  2. julio pacheco
    26/04/2010 às 22:03

    Não façam caridade ou posem de bonzinhos com o dinheiro e o sofrimento dos outros. Não sou um aventureiro e nem invasor. Moro há 50 anos na área da Fase (que não é da Fase, é minha). Meu pai, antes de falecer ano passado, morou mais de 60 anos, assim como toda a minha familia. A atual Fase (mudam as moscas, nesse caso o nome, e a m. continua a mesma), usucapiu a área quando se instalou ali, com meu pai morando no terreno já há 20 anos antes de eles chegarem. No projeto que els defendem, as milhares de pessoas que ali residem, pasmem, algumas desde a década de 30, e documentadas nem sequer são citadas. Além disse meus amigos, vivemos num estado de direito. Pelo que eu saiba, quando se fala em governo, está se falando em povo. Todo o poder emana do povo, principio da Democracia. A área é de proteção ambiental e registrada assim legalmente, portanto a venda é inconstitucional, mesmo que os nobres deputados assim não entendam. Meus pais e quase toda a minha familia, dedicaram metade de suas vidas à causa dos menores com honra e dedicação e temos certeza de que qualquer melhoria e modernização nessa relação sócio educativa é bem vinda. Mas não com esta venda casada e espúria onde se coloca o menor como lastro e motivo para vender de bandeja a última área preservada de Porto Alegre. Não vão levar, não vão vender. Yeda e outros como ela passarão, nós…passarinho. Nós, os cidadãos, o povo, nós somos eternos…

  1. 28/04/2010 às 23:26

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