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Posts Tagged ‘FHC’

FHC, o bom mocinho

24/04/2011 2 comentários

Na hora de sair, neste sábado pré-Páscoa de manhã, tive a não muito boa ideia de levar embaixo do braço uma edição de Zero Hora, para ler na subida da Serra. Não pelas curvas, às quais já estou acostumada, acabei enjoada.

A página 10 tenta uma forçada comparação entre Lula e FHC, alegando que eles “têm mais em comum do que aparentam e admitem”. Foram separados, segundo Rosane de Oliveira, pela “disputa de poder”. Ainda que não sejamos ingênuos de ignorar as artimanhas do poder, ela exagera para o outro lado e ignora completamente a influência ideológica e programática no afastamento dos dois para campos opostos do cenário político brasileiro.

No segundo parágrafo, ela diz nas entrelinhas que Lula é hopócrita ao criticar Fernando Henrique por sua sensatez – ou melhor, “lucidez” e “coragem”, nas palavras da jornalista – em defender que o PSDB pare de disputar o “povão” e invista na classe média. Ou seja, o tucano não pode ser criticado por sua pragmática preferência elitista. E o povão, este está seduzido, pobre povão, pelos programas de Lula – “um eleitorado que está amalgamado ao PT pelo Bolsa-Família e por outros programas sociais que proporcionaram algum tipo de ascensão”. Claro, o tal povão vota com o estômago. Decerto deveria votar racionalmente no sociólogo que aumentou o desemprego do que emocionalmente no operário que transformou sua realidade, diminuindo a pobreza. Burro esse povão, que se deixa levar por uma distribuiçãozinha de renda.

Chama a atenção o parágrafo que diz: “Falando mais como sociólogo do que como ex-presidente, alertou que, para enfrentar o PT nas próximas eleições, a oposição terá de conquistar a classe média. Lula fez o mesmo. Orientou o PT a investir nessa faixa da população, especialmente em São Paulo, fazendo alianças ao centro, como ele fez quando escolheu o empresário José Alencar como vice”. Afinal, por que mesmo, ao agir exatamente da mesma forma, de acordo com a coluna, FHC age como sociólogo e Lula como político? Normalmente mais camuflado, dessa vez veio assombrosamente explícito demais esse dois pesos duas medidas do jornal. Dessa forma, a opinião de FHC ganha um caráter mais sério, porque baseado em ciência, enquanto Lula apenas joga o jogo feio e sórdido da política, esta tão desprestigiada em nossos meios de comunicação.

Sobre os números do Datafolha sobre a preferência do eleitorado por partidos políticos, Rosane diz que “a pesquisa indica que eleitor que ascendeu socialmente durante os oito anos do governo Lula é o mais fiel ao PT”. Realmente, difícil de entender por quê.

Toda essa ladainha, no fim das contas, pra nada, já que “o PT é o partido preferido dos eleitores em todas as classes” e, por ironia, dispara na nova classe média. FHC quer disputar o eleitorado que até pode ser conservador, mas foi o que mais se beneficiou pelas políticas de Lula. O resumo da ópera é que a oposição está completamente perdida e sem rumo.

Uma mistura de complexo de vira-latas com preconceito de classe

24/01/2011 4 comentários

Da Página 10 da Zero Hora de hoje (24):

“Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo estima que o ex-presidente Lula ganhará cerca de R$ 200 mil por palestra e que Fernando Henrique Cardoso ganha R$ 90 mil.

A dúvida é o tamanho da demanda para conferências de custo tão elevado – no caso de Lula, equivalente ao que cobram o ex-presidente americano Bill Clinton e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.”

Façam suas apostas: Lula não tem a mesma demanda que Bill Clinton e Tony Blair porque eles são se países superavançados e superiores a nós, terceiro-mundistas, ou porque Lula é apenas um operário e não um intelectual cheio de títulos acadêmicos e livros escritos para mandar os eleitores esquecerem?

Desculpa decepcionar, mas o presidente do país que cresceu e tirou 24 milhões da miséria e elevou outros 31 milhões à classe média enquanto as superpotências afundavam em uma crise econômica internacional é que é o cara.

A nova classe média como ela é, por Eliane Brum

07/01/2011 2 comentários

Não tem melhor presente para um repórter do que uma história. Foi assim que a reportagem “Uma família no governo Lula” aconteceu para Eliane Brum: como um presente do tempo, da vida.

Não que tenha sido por acaso. Ela acompanha Hustene Costa Pereira há quase dez anos. Em 2002, ele era o case de uma matéria sobre o desemprego. Como boa repórter, Eliane frequentou a casa da família algumas vezes para escrever o texto com propriedade. Criou um vínculo. E, do vínculo, nasceu sem querer a reportagem da edição especial de 3 de janeiro de Época.

Ela conta como tudo aconteceu neste texto de “bastidores”. Explica que, ao contrário do que muitos dizem por aí, é possível se envolver com a fonte, sim. É até necessário. Mantendo limites, é saudável, é humano.

Eliane envolveu-se com Hustene a ponto de manter o vínculo por nove anos. Nunca deu dinheiro, nunca interferiu na história do homem que parece ter como sina alimentar as estatísticas dos governos. Durante os anos FHC, viu-se desempregado na crise de emprego que o Brasil enfrentava e virou “O homem-estatística” de Eliane. Agora, é o integrante da tão falada nova classe média de Lula. Comprou TV de tela plana e videogame, tem emprego fixo e come bem. E lê o país em que vive. Não é só atingido pelos governos que passam, mas está atento ao que ocorre.

O bonito da história é a perspicácia da repórter. Foi quando ela se deu conta que o homem que ela acompanhava não era uma pessoa qualquer, era um símbolo da história recente do Brasil. Uma ilustração viva, real. Claro, de nada adiantaria ser perspicaz se Eliane Brum não fosse profundamente sensível, humana, se ela não tivesse mantido o vínculo criado tantos anos atrás.

O resultado dessa história toda é um texto bonito e útil ao mesmo tempo. Com passagens de um texto requintado, Eliane Brum transforma em real aquilo que costumamos ver como números. Estatísticas não tocam as pessoas, não as fazem pensar. Pessoas, sim.

Retratar a história da família Costa Pereira é tornar palpável para o leitor o que ele não percebe quando lê que 30 milhões de pessoas entrou na classe média. Isso com linhas que dizem que “eles não encarnavam as páginas de Graciliano Ramos, como seus antepassados que fugiram da seca, mas uma literatura que ainda estava por ser escrita, a dos filhos do desemprego urbano e industrial”. É um texto que não humilha o leitor que não conhece Graciliano Ramos, pois essa informação não faz falta para a compreensão do significado da frase, mas que torna requintado o dado concreto que apresenta.

E tudo dentro do contexto, explicando como e por que as coisas aconteceram. Se chama jornalismo.

Jornalismo de gente. Pessoas nas letras. O que mais importa, afinal?

Para Catanhêde, sucesso de Lula foi conseguido por FHC

30/12/2010 9 comentários

A coluna era sobre como Lula alçou o Brasil no cenário internacional e se transformou em um dos homens mais importantes do mundo. Mas de repente se transformou em uma defesa de tese, que inclui Fernando Henrique na história e praticamente o responsabiliza pelos sucessos dos oito anos de seu sucessor.

Na Folha.com, Eliane Catanhêde assina o texto que muda o foco do título (“Lula encerra a década como um dos homens mais importantes do mundo”) já no terceiro dos curtos parágrafos característicos do jornal e lê a história recente do Brasil com olhos que bem poderiam estar em um rosto do PSDB.

Resumidamente, Eliane afirma que a balança está desajustada quando a sociedade vê Lula como um deus e FHC como um fiasco. Que tem0s que equilibrar as contas e equiparar os pratos para fazer justiça à história. Que teremos uma visão menos turva quando “recuperada a realidade de que os dois governos fazem parte de um único processo”.

Não, Eliane, não fazem. Lula não rompeu com alguns dos pilares do governo anterior, mas mudou completamente o objetivo e a prioridade do governo. Inverteu a lógica da política no Brasil. Só como exemplo, em 2002, vítima do “Estado mínimo” (sem esquecer que um Estado mínimo presta também serviços mínimos à população, mas isso não era prioridade), o Brasil ingressou no serviço público federal 30 pessoas. Em 2003, foram 7.220. Em 2010, o número já havia saltado para 32.302, até setembro.

De submisso, o Brasil virou soberano.

As diferenças gritam.

Mas Eliane insiste na visão deturpada que sem sucesso se tentou emplacar na campanha deste ano de que os frutos colhidos por Lula foram resultado de uma política plantada por FHC. E que Lula teria ainda dado a sorte de contar com um cenário internacional mais positivo, ou “uma avalanche de dinheiro” que chegou até nós. Nada de crise internacional ou coisa do gênero, na qual, ela esquece, o Brasil foi um dos poucos que não naufragou. Bobagem, o governo Lula deu certo por mero acaso e pela herança que recebeu. Ou, como diz a repórter, por uma “relação de causa e efeito”.

“É como se fizesse o governo de FHC, mas com dinheiro e um olhar mais focado no social.” Lula seria, talvez, um FHC melhorado. O texto não traz a compreensão de que esse “olhar focado no social”, ainda que fosse a única diferença entre os dois governos, já seria uma diferença gritante, total. Todo o mérito a FHC, segundo Catanhêde. No texto, é a herança do antecessor que garante o sucesso de Lula.

Se os brasileiros veem de outra forma, decerto é porque estão cegos diante de “seu imenso carisma, sua vibrante biografia e sua decantada capacidade de comunicação com pobres e ricos”. Puro marketing. Pena que FHC não contratou comunicadores de tão alto nível para garantir uma imagem positiva, já que essa é a única causa do sucesso do governo.

Catanhêde dedica, ainda, boa parte do espaço a criticar a corrupção, mas aí esquece de FHC. Quando é para falar dos pontos positivos, a comparação grita, e programas do PSDB são citados como cruciais. Quando o foco são os pontos negativos, é Lula e só Lula o retratado. Aí não existe comparação, não existem similares anteriores, não há compra de votos para a reeleição, por exemplo.

Até na política externa, a área mais bem sucedida do governo, Eliane só vê problemas. Esquece o crescimento do Brasil no cenário internacional, não vê G20, liderança regional, solidariedade internacional, aproximação com a África, tentativa de construção de uma cultura de paz. Enxerga só as gafes, como se fossem o ponto mais importante diante de toda essa transformação nas relações exteriores.

Em poucas palavras, para Catanhêde, Lula até pode ser o cara, mas só por enquanto. Só enquanto não se derem conta que se trata de um mito.

Atenção, 87% dos brasileiros que aprovam Lula, vocês não enxergam, não veem bem. Leiam Catanhêde, a única com uma visão lúcida da realidade, para entenderem em que mundo vocês vivem.

Em números: por que a venda da Vale foi um mau negócio para o Brasil

29/10/2010 3 comentários

“Vale tem lucro trimestral recorde de R$ 10,6 bi, alta de 253% sobre 2009″

A frase é título de matéria da Folha.com.

A Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3,3 bilhões em 6 de maio de 1997, pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

A Vale produz minério de ferro. De 1997 a 2010, o minério de ferro teve valorização de quase 600%, o que poderia explicar o aumento no lucro e no preço das ações da empresa e isentaria o governo FHC de alguma responsabilidade consciente pela perda de muito dinheiro que o povo brasileiro amargou com a venda da empresa. Se a acusação fosse criminal, poder-se-ia dizer, partindo desse pressuposto, que o governo cometera um delito culposo, não doloso.

Mas o site da Vale exibe sua trajetória. Com uma breve leitura, comparando com dados do Index Mundi referentes ao preço do minério de ferro, é só somar dois mais dois para ver que a privatização teria sido um mal negócio para o Brasil mesmo que o produto não tivesse valorizado no mercado internacional.

No espaço referente a 1999, dois anos depois da privatização, diz lá: “Vale tem o maior lucro de sua história: R$ 1,251 bilhão”. Em 1999, o minério de ferro valia 27,59 centavos de dólar por tonelada de métrica seca. Em 1997, quando foi privatizada, o preço era de 30,15 centavos de dólar. Ou seja, o maior lucro da história da empresa até então se deu em um ano em que o minério de ferro estava mais barato do que no ano da venda da Vale.

Isso é explicado por capacidade de gestão e interesse em fazer a Vale dar lucro. Capacidade de gestão seria perfeitamente conseguida em cargos dentro do governo FHC. O problema é que faltou interesse em fazer crescer uma empresa e fazê-la dar retorno para o povo brasileiro.

Em 1993, antes de FHC ser eleito, a Vale já era classificada pela Fundação Getúlio Vargas como “a primeira empresa no ranking nacional”. Dois anos depois é proposta sua “desestatização”.

Quer dizer, a privatização não é uma questão apenas de momento histórico e de oportunidade de mercado, mas de visão política de desenvolvimento. E nesse quesito qualquer um vê sem necessidade de lupa qual é o projeto comprometido com as empresas e submetido aos interesses estrangeiros e qual é o projeto comprometido com o povo.

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Preço do minério de ferro:

maio de 1997: 30,15 centavos de dólar por tonelada de métrica seca

1999: 27,59 centavos de dólar por tonelada de métrica seca

setembro de 2010: 205 centavos de dólar por tonelada de métrica seca

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Dados do site da Vale:

1993: “O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas classifica a Vale como a primeira empresa no ranking nacional”.

1995: “Vale é incluída no Programa Nacional de Desestatização pelo Decreto nº1.510, de 1º de junho, assinado pelo Presidente da República”.

6 de maio de 1997: “O Consórcio Brasil arremata 41,73% das ações ordinárias da Vale por R$ 3.338 milhões em moeda corrente”.

1998: “No primeiro ano após a privatização, a Vale atinge crescimento de 46% no lucro em relação a 96″.

1999: “Vale tem o maior lucro de sua história: R$ 1,251 bilhão”.

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Recomendo a leitura de “Venda da Vale: um golpe no Brasil”

Por que privatização ainda é pauta de debate eleitoral

Acho engraçado que a imprensa reclama do debate sobre privatização da mesma forma que reclama do debate sobre aborto. Como se fossem a mesma coisa. Eles dizem que o tema é velho, “caduco”, como comentou Carolina Bahia na Zero Hora de hoje, e já não faz mais sentido. Reclamam porque não querem que o assunto volte à baila, porque prejudica Serra. Sobre o aborto, parece que nunca tiveram nada a ver com isso. Criticam o espaço do tema na campanha sem dizer que foram os principais incentivadores para que se centrasse a discussão em tamanha bobagem (bobagem porque não convém para uma campanha eleitoral e porque foi feito atravessado).

Aí leio a Carolina Bahia na Zero Hora e vejo que não devemos discutir privatização porque é “uma discussão que, na prática, não existe mais. O impasse veio à tona de forma artificial durante este segundo turno somente para marcar uma antiga disputa ideológica entre PT e PSDB. Grandes empresas públicas, como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, assumiram papéis tão estratégicos, que seria loucura colocá-las à venda”.

Em primeiro lugar, não confio na sanidade de Serra. Em segundo lugar, me paarece que é justamente por isso que temos que discutir. É preciso mostrar para quem quiser ver que nossas empresas nacionais continuam nossas e cada vez mais fortes porque houve uma política para isso. Porque houve interesse para que isso acontecesse.

Essas empresas não eram fortes antes porque não interessava fortalecê-las a quem tinha interesse de vendê-las. Se hoje elas são o que são é justamente porque houve uma mudança na política econômica brasileira, porque o projeto visa o desenvolvimento de um país soberano e forte, que “não fala fino com Washington nem fala grosso com Bolívia e Paraguai”, como disse o grande Chico Buarque. E isso é fundamental para se entender a diferença entre PT e PSDB.

Privatização pode não ser mais tema de debate eleitoral porque não corremos mais tantos riscos de que elas voltem a acontecer (embora eu não tenha muita certeza disso). Mas privatização é tema justamente por não sê-lo, para explicar por que ela já está fora de pauta, por que hoje parece ridículo que se pense em vender a Petrobras. Para mostrar por que as empresas brasileiras agora são fortes. Para ilustrar a diferença entre dois projetos.

Mas afinal, o que é o PNDH-3?

27/10/2010 2 comentários

Do Espalhe a Verdade:

“É uma vergonha o que eles estão fazendo na campanha. Mentindo e difamando”. Com esta frase, o presidente Lula resumiu o que está por trás dos vários e-mails que circulam por aí com informações pitorescas sobre aborto, propriedades rurais e religiões supostamente contidas na terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), lançada em 2009. Mas afinal, o que diz esse documento?

Em primeiro lugar, o Plano não é um projeto de lei, mas um roteiro para a Administração Pública Federal visando à promoção e defesa dos Direitos Humanos no país, formalizado por decreto presidencial – assim como aconteceu com as duas edições anteriores, lançadas por Fernando Henrique Cardoso em 1996 e 2002 .

Ele foi baseado na 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, que envolveu mais de 14 mil pessoas de todo o país, aprovado pelo decreto nº 7.037 e alterado pelo decreto nº 7.177, que promoveu ajustes no texto em alguns pontos, dentre os quais:

  • Aborto: o PNDH-3 não trata da legalização do aborto. A redação diz: “Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde”
  • Religião: o PNDH-3 preza pela liberdade e tolerância religiosa. O texto aponta: “Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado”
  • Propriedade: o PNDH-3 trata da questão da mediação de conflitos agrários e urbanos, dentro da previsão legal e procedimento judicial. Eis a redação: “Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação das demandas de conflitos coletivos agrários e urbanos, priorizando a oitiva do Incra, institutos de terras estaduais, Ministério Público e outros órgãos públicos especializados, sem prejuízo de outros meios institucionais”
  • Mídia: o PNDH-3 reitera a liberdade de expressão e de comunicação, respeitando os Direitos Humanos. A principal medida prevista nesse tema está escrita assim: “Propor a criação de marco legal, nos termos do art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados”

A criação de Programas Nacionais de Direitos Humanos é recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1993.

E por falar em Direitos Humanos, compare os números de brasileiros que deixaram a linha de pobreza nos governos FHSerra e Lula/Dilma:

FHSerra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões

(Fonte:IBGE – PNADs)

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