O blog
Somos, porque somos muitos, e juntos. Coletivo.
Andando, porque estamos em movimento, construindo, crescendo.
Somos andando, conceito de Paulo Freire, descoberto em livro de Eduardo Galeano.
Somos andando, lugar de ideias, de acertos e erros. Lugar de debates, de conversas, de trocas. Site em construção. Ideias em construção. Vidas em construção.





Prezada Cris: Tenho recebido alguns e-mails com teu brado sobre o terreno da FASE. Num deles, falava como exemplo, na área do Estaleiro Só, “vendida a preço de banana”, segundo li. Se o terreno da FASE é área pública, o do Estaleiro Só era privado. Foi arrematado em segundo leilão, por quem mais pagou, na forma da lei. O valor atribuído é diretamente proporcional ao que for permitido fazer na área PRIVADA. Não foi pago mais $$, justamente pela interferência do setor público (prefeitura) que limitou a utilização do espaço -PRIVADO. Mas assim é a lei. Mas pergunte aos titulares dos créditos trabalhistas devidos pelo extinto Estaleiro Só se eles não gostariam que a área tivesse alcançado valor maior EM LEILÂO! Sim, porque se te referes aos atuais ocupates/moradores do terreno público da FASE, pergunto: invadiram? Eu também quero um pedacinho prá mim, então. Agora, acredite: se a área for vendida, certamente não faltarão ofertas em $$$$ (dim-dim) aos ocupantes para que eles concordem em mudar-se. Se o processo de alienação da FASE for transparente, a valores de mercado, se os projetos de obras a serem feitos lá estiverem dentro da lei, com a preservação prevista, não vejo problema. Afinal, não estamos em Cuba nem na Venezuela. Aí, não importa se é a Globo, a RBS, o Edir Macedo ou o Lulinha: quer? Paga! E bem.
Um dos e-mail que recebi, atribuídos a ti, falava em permuta por “9 terrenos na periferia” – Tem de dizer: onde ficam estes terrenos? Qual a área total? em quanto estão avaliados? Isto é o que interessa. O resto é balela. Dizem por aí que há lugares em que “tudo é permitido, até o que é proibido”. Em outros: “tudo é proibido, até o que é permitido”. Acho que contemplas este último. Em tempo: não confio nesses deputados, nem na bruxa. Então, é preciso ficar de olho. Mas não ponha chifer em cabeça de cavalo, tá?
alexandre
30/03/2010 em 16:16
Alexandre,
Quando o terreno é uma área de preservação ambiental, não funciona a lei de mercado de quem pagar mais leva. Pelo menos não deveria funcionar, já que, afinal, seria uma área justamente de preservação. Que deve ser preservada, entende?
Não falei em nove terrenos “na periferia”, falei apenas em nove terrenos, que é o que foi divulgado. Segundo o Correio do Povo de hoje, o secretário estadual da Justiça e do Desenvolvimento Social Fernando Schüller teria dito que “estão previstas quatro unidades na Capital, três em cidades da região Metropolitana, uma em Osório e outra em Santa Cruz do Sul”.
Se não disse onde ficam estes terrenos é porque não sei. E essa é uma das críticas ao governo. Yeda quer permutar a área, quer que os deputados autorizem a troca sem dizer onde são os outros nove terrenos. E aí, mesmo que valesse o princípio de “quem pagar mais leva”, ignorando as questões ambientais, históricas e sociais, ele não estaria garantido. O projeto de lei não coloca condições para que o imóvel seja trocado por um valor justo. Ou seja, por outros imóveis de valor de mercado equivalente. O que nos leva a crer, como experiências recentes nos dizem, que serão entregues por um valor abaixo do de mercado, sim. Afinal, por que não deixar tudo claro, se se pretende fazer tudo dentro da lei?
É só fazer uma leitura atenta do projeto de lei que verás que não é chifre em cabeça de cavalo, mas é uma história, isso sim, muito mal contada.
Mas quero ressaltar que essa é uma área de preservação ambiental, o que ninguém tem dito por aí. E que o governo proibiu – não estou inventando, tenho certeza disso – seus funcionários de divulgarem essa informação. Agora não queres que eu desconfie de uma história dessas?
Cris
30/03/2010 em 19:43
Adorei conhecer este cantinho.
Cristina Figueiredo
14/11/2010 em 20:51
Seja bem-vinda =)
Cris
14/11/2010 em 22:09
[...] Uma homenagem a Salvador Allende, que morreu em nome da utopia de transformar o seu país em um lugar melhor para todos os seus cidadãos. Nada mais justo que seja feita por Eduardo Galeano (em parte responsável pelo nome deste blog). [...]
Um pueblo llamado Salvador Allende « Somos andando
11/09/2011 em 22:46