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Previsões para o fim da apuração

Preciso registrar o que já disse há uns quantos dias no Twitter. Não é nada genial, nenhuma previsão nunca pensada. Na verdade, é quase tudo meio óbvio, mas ainda assim deixo o registro da minha sensação: teremos Dilma e Tarso eleitos no primeiro turno.

Paim, que até pouco tempo atrás corria o risco de ficar fora do Senado pelo Rio Grande do Sul, eleger-se-á em primeiro lugar, desbancando a defensora do agronegócio e amante do latifúndio Ana Amélia Lemos (que concorre de fato pelo partido RBS e oficialmente pelo PP), que infelizmente também entrará, mas em segundo. Rigotto (PMDB), o ex-governador, que ficou em terceiro quando tentou a eleição, não será nada daqui para a frente. Quer dizer, permanecerá sendo um nada, mas agora poderá pensar em cair fora da política – é o que eu faria em seu lugar. De preferência sem tentar asfixiar pequenos jornais que travam a batalha cotidiana pelo jornalismo cidadão.

Fogaça, que largou a prefeitura de Porto Alegre e concorre a governador pelo PMDB, poderá voltar a dar aulas ou compor músicas. Mas desconfio que, além da carreira política, a carreira artística do rapaz também não vá lá muito bem. Afinal, tudo o que sua criatividade permitiu foi usar o mesmo jingle para se eleger duas vezes prefeito e concorrer a governador. O Fogaça-a-a-a-a já tem pelo menos uma década de vida e não surge nada no lugar.

Yeda pode voltar ao ostracismo a que estava acostumada antes de o destino a eleger governadora – ainda não entendo como e acuso de dedo em riste cada gaúcho que teve uma pontinha de responsabilidade no desastre que vive o nosso estado ao depositar seu voto na candidata do PSDB. A tucana concorria a tudo pelo partido e nunca alcançava dois dígitos no percentual de voto. Agora, pode levar sua arrogância de volta para São Paulo e tentar cuidar um pouco melhor dos netos que expôs para se fazer de vítima perante a mobilização justa do CPERS por melhores salários aos professores gaúchos. Que vá para qualquer lugar, mas que deixe meu estado em paz.

O PT aumentará sua bancada estadual, de 10 para 14 deputados – pelo menos 13 entrarão, mas arrisco 14, quiçá 15 – e elegerá oito federais, com chance pra nove, dada a quantidade de nomes fortes que concorrem e do bom momento do partido no país e no RS.

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  1. 03/10/2010 às 10:08

    Ô Cris, como eu gostaria que você estivesse certa! Tento me apegar a essa tua intuição feminina e também apostar que Dilma leva no primeiro turno! Mas… Se não der, bola pra frente, pois uma coisa é certa: VENCEREMOS!

  1. 03/10/2010 às 10:25

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