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Mais da metade do Bioma Pampa já não existe mais

O Bioma Pampa é muitas vezes desprezado porque não tem como característica árvores frondosas, matas fechadas, tudo aquilo que se costuma associar a biodiversidade. Mas é um ecossistema tão completo e importante quanto uma floresta, uma mata. Tem diversas espécies tanto animais quanto vegetais, e a preservação deles em seu ambiente natural, mantendo as características nativas, é fundamental para o equilíbrio, não só do próprio bioma, mas do equilíbrio entre os diversos ecossistemas.

É por isso que os ambientalistas insistem tanto na preservação da metade Sul do estado, onde domina o Pampa. Pela paisagem fácil de se domar e por ser uma região relativamente pouco explorada, chama a atenção de investidores. Não faz muito tempo as principais empresas de celulose do mundo, Aracruz, Stora Enso e VCP, compraram grandes extensões de terra e pretendiam se instalar por essas bandas.

Não deu certo porque a crise pegou-as desprevenidas – bem feito! -, porque, se dependesse do governo Yeda, o estado havia sido entregue, sem se tocar no assunto preservação ambiental. E isso que técnicos do estado haviam feito um zoneamento prevendo áreas em que havia maior necessidade de se conservar e outras em que as restrições eram menores. Ele não vetava a plantação de eucaliptos, apenas restringia.

Um levantamento feito pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Ibama comprova agora que esse pessoal tinha mesmo motivos para se preocupar e que o governo tucano no Rio Grande do Sul foi irresponsável ao vetar o zoneamento e liberar para avaliação caso a caso (o que significava, dados os nomes de quem mandava, que seria liberada qualquer plantação, em qualquer região, sem restrições). O estudo mostra que mais da metade do Bioma Pampa já não existe mais. Alegrete lidera a lista de municípios responsáveis por esse desmatamento que já chega a 54%, ou 95 mil km².

Chegamos em um ponto em que é preciso comemorar uma crise. Só assim pra segurar a fome de lucro desse pessoal, que passa por cima de qualquer coisa.

————–

As informações são da Agência Brasil.

A charge é do Santiago.

A primeira foto mostra o Pampa como ele é. A segunda mostra o Pampa de Yeda.

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  1. Antonio Guimarães
    23/07/2010 às 15:33

    oi Cris

    Tramita na Câmara dos Deputados uma PEC do deputado Fernando Marroni, que confere ao Bioma Pampa status de patrimônio nacional http://www.fernandomarroni.com.br/site/parlamentar/pecdopampa.asp )
    Tomara que possa, de alguma forma, interromper esse ciclo de destruição que ocorre em nosso Pampa.
    Um abraço
    Antonio

    • lalo newlands
      22/03/2012 às 8:23

      É melhor mesmo deixar o PAMPA POBRE, evidente que tem que ter controle, agora torcer pelo nada nesta região, bem feito que chegou a crise é no minimo falar AMERICANES numa terra de tupiniquins…

      O PAMPA sempre foi pobre, mas qdo plantei florestas de ACÁCIA, em minhas terras, cresceu a população de SOCÓS, SERIEMAS, SARACURAS, e apareceram ALMAS DE GATO que jamais havia visto. Explodiu a população de POMBÃO CARIJÓ que diga-se de passagem raros, cresceu a população de perdizes, sabiás e CARDEAIS que não se via mais e apareceram com a floresta, PAPAGAIOS, PERIQUITOS, CORUJÃO, em perfeita harmonia e recuperação ambiental. Ao que parece tem que haver controle sim, mas de forma que todos possam usufruir do beneficio do plantio de madeira, que gera RIQUEZAS e TRIBUTOS, revertidos em SAÚDE PUBLICA, em EDUCAÇÃO e em SEGURANÇA.

  2. Wagner da Cunha
    16/07/2012 às 16:13

    Vamos nos deter no BIOMA PAMPA sobre o qual nascemos e vivemos.Irmanados com uruguaios e argentinos. Somos todos gaúchos, por índole, formação cultural, laços familiares,atividades rurícolas
    ,influências meteorológicas, a flora e a fauna.Tudo isso e muito mais compõem nosso bioma.
    A manutenção do nosso PAMPA dependerá de atitudes firmes e decididas dos nossos coabitantes com o apoio dos órgãos governamentais, principalmente os que trabalham com a pesquisa.Devemos utilizar este espaço para a exploração da pecuária e agricultura apenas de subsistência familiar.Proibir o cultivo de pinus, eucalípto, a acácia, por ser leguminosa e servir de quebra vento e abrigar a fauna.vá lá.

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